segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Olá queridos, vou aproveitar esse clima de inverno sulista que se fez presente em nossa cidade neste fim de semana (ah, que saudade da minha terrinha!!) para escrever um pouquinho sobre tricô.
O tricô é uma peça que não pode faltar no guarda-roupa de inverno ou mesmo de verão, parece estranho? Não, o tricô não precisa ser só aquele com lã grossa e super quente, pode ser aquela malha fininha, que em um fim de tarde quando bate aquele ventinho ou diminui um pouquinho a temperatura vem a calhar. Hoje em dia a variedade de lãs é imensa, temos lã de origem animal, oriunda da tosa das ovelhas e também de lhamas, temos a de origem vegetal, algodão e a artificial, poliéster e acrílico, entre outras. Sem contar as variações que podem ser feitas misturando essas fibras, podendo deixar o tricô bem versátil.
Alguns estudiosos dizem que o tricô surgiu no Egito Antigo. O entrelaçamento das fibras era feito com ossos e madeiras que se assemelhavam ao que hoje conhecemos como agulhas e os faraós tinham essas malhas como um privilégio.
Mas foram os belgas que popularizaram essa técnica, introduzindo o tricô na Inglaterra, que logo transformaram as malhas rústicas em peças sofisticadas e elegantes. Com o tempo também foram criando peças do cotidiano, como meias grossas usadas pelos homens no trabalho do campo. Ao longo do tempo foram sendo inventados vários instrumentos e técnicas para facilitar e agilizar o trabalho de tricotar, até que em 1589, na Inglaterra, Willian Lee inventou a primeira máquina de tecer, que produzia malha para fazer meias. Com essa inovação, homens e mulheres começaram a trabalhar juntos no fabrico do tricô, os homens operavam as máquinas e as mulheres cuidavam de enrolar as malhas e fazer os acabamentos. Já no século XIX, com o início das guerras as mulheres assumiram as máquinas e toda a produção para preparar malhas para os soldados, chamadas de Balaclava que acabou virando moda. Na década de 1950, os cardigãs de tricô vieram com tudo, acompanhados das saias rodadas e meias soquetes, fazendo o estilo college. Mas foi no final dos anos 60 que o tricô se popularizou definitiva e firmemente no mercado da moda, ocorrendo nos anos 70 um retorno ao tricô artesanal, com pontos grossos, que indicava um estilo de vida mais ligado ao natural.
Tudo isso se reflete ainda hoje nas tendências seguidas pelos estilistas de todo o mundo, pois qual a coleção de inverno que não tem pelo menos uma pecinha em tricô? É difícil, pois cada vez mais vemos inovações com essa trama, tanto com as fibras utilizadas, quanto com a modelagem, além de ser uma peça que remete conforto e praticidade sem deixar de lado a elegância e a sofisticação.
Reforçando o que escrevi acima, aqui vai uma nota que tirei do site da Revista Manequim:

“Em toda coleção de inverno 2010 pelo menos uma peça de tricô foi aposta de estilistas brasileiros e internacionais. Alguns até criaram coleção especial dos mais variáveis modelos de vestido de luxo misturados com fios lurex ao invés das tradicional trama mais grossa, como foi o caso da marca mineira Coven, que mixou o tricô com franjas desfiadas, placas de metal e paetês. O resultado foi usado em suéteres, saias e vestidos assimétricos para festa. Para completar o charme, algumas meias foram enfeitadas com fitas de cetim e o cachecol ganhou franjas coloridas.”

Para o inverno 2010 trabalhei apenas com peças em tricô, aproveitando algumas tendências daquela coleção que postei anteriormente. Foram pequenas peças, como golinhas, pelerines, coletes e boleros. Procurei lãs e fios com texturas diferentes, que rendessem malhas diferenciadas, algumas coisas funcionaram bem, outras nem tanto. Mas sempre gosto de trabalhar com tricô e com crochê também, apesar de não saber manusear as agulhas de tricô, me satisfaço vendo que cada peça tem a sua peculiaridade, nunca saem iguais quando feitas à mão e quando vou escolher as lãs é uma delícia, tantas cores, texturas e tipos diferentes. Abaixo vou postar as fotos de algumas dessas peças, se tiverem interesse é só entrar em contato comigo, são todas peças únicas e algumas ainda tenho disponível.
As duas primeiras fotos são das minhas irmãs na França, em Paris, usando dois modelos das minhas golinhas.









Fontes: BRAGA, João. História da Moda, uma narrativa.
manequim.abril.com.br
wikipédia, a enciclopédia livre.

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