
Foto:KnittaPlease/BBC
O movimento já se espalhou por países como Holanda, Suécia, Finlândia, Canadá, China, Austrália e Grã-Bretanha. Quanta criatividade!
Quem tiver mais interesse é só acessar: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL975082-7084,00-GRAFITAR+COM+TRICO+VIRA+MANIA+EM+DIVERSOS+PAISES.html
O grafite (do italiano graffiti) está se expandindo cada vez mais como uma das manifestações artísticas mais criativas que já vi. Podemos ver a sua evolução e propagação não só no mundo das artes visuais, mas também em vários outros segmentos, como na moda e design de interiores por exemplo. Se voltarmos lá no ano de 1968 vemos o grafite como forma de contestação por parte dos estudantes. Conforme já comentei no primeiro post, começou em pichações nos muros da cidade de Paris, com frases poéticas de rebeldia, outras nem tanto.
Jean-Michel Basquiat foi o “pichador” mais célebre da contracultura de 1968, que após alguns anos foi considerado como neo-expressionista e teve suas obras expostas em New York e em muitos outros países.
Aqui no Brasil hoje, acho que os mais expressivos do grafite como arte são Os Gêmeos, que têm suas obras mundialmente reconhecidas e um traço único, que quando você passa em São Paulo, por exemplo, e vê um grafite deles pelas ruas é inconfundível.
Na moda o grafite foi muito difundido na estamparia, claro que o segmento que mais o divulga é o street wear, que na verdade não trabalha só com a forma de grafite como estamparia, mas também nas formas e modelagem. E aí vou citar um movimento que é o do hip hop, caracterizado por formas amplas, calças muito largas, camisetas XXG, bonés, etc, e estampas em formas similares aquelas pichações dos muros mesmo, com aquelas letras grandes características e cores fortes. Há também o grafite mais “romântico” com aqueles bichinhos fofinhos e bonequinhos com grandes olhos remetendo aos desenhos japoneses, como a linha que segue a artista Nina Pandolfo. E há muitas outras vertentes dessa forma de arte que é o grafite, depende de quais são as inspirações do artista.

Foto:http://artistasdofreestyle.blogspot.com/

Grafite: Nina Pandolfo
Foto:http://www.rodadamoda.com/
Mas não é só no street wear que a gente vê essas referências, há outros segmentos que se inspiram na street art para desenvolver suas coleções e estamparias. Observando bem a gente vê por aí marcas que não tem nada a ver com nenhum desses movimentos que citei acima, mas que tem como referência o grafite ou alguma outra forma de street art para desenvolver uma ou outra coleção e é essa mistura de estilos e formas sem preconceitos, que deixa a moda mais criativa e versátil a cada estação.












